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 Segunda-feira, Dezembro 15, 2008
Para ler o que estou escrevendo, acesse: http://miguelarcanjoprado.blogspot.com/
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 12:49 AM
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 Sábado, Outubro 18, 2008
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posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 9:43 PM
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 Terça-feira, Julho 08, 2008
Coluna do Miguel Arcanjo nº 145
Sou forasteiro aqui
Nos últimos dias, estive em minha cidade natal, Belo Horizonte, cobrindo o Festival Internacional de Teatro, o FIT-BH, para a Ilustrada da Folha Online. Foi estranho chegar à minha terra, no fim da tarde de quarta-feira passada. Pelos ares, logo reconheci as montanhas e as lagoas de Lagoa Santa, terra de meu parceiro Átila Moreno. Ao sair do desembarque, foi estranho ver um homem com uma placa com meu nome escrito. Era como receber um atestado de forasteiro.
No caminho para o hotel, senti-me tomado por uma sensação estrangeira, ao ver se desenrolar pela janela paisagens que fazem parte de mim. Tudo permanecia, enquanto eu ia.
Já no meio da minha gente, as pessoas pareciam diferentes. O sotaque, antes inaudível, soou generoso aos ouvidos. Estranho. Tudo muito estranho. No Ponto de Encontro montado dentro do parque Municipal, parecia que não pertencia mais àquilo tudo. As roupas hipongas, que usei tanto em tempos de Geografia, ficaram distantes. Os rostos conhecidos sorriam, dançavam o congado, permaneciam. E, num instante qualquer, senti que a volta era tão dolorosa quanto a partida.
* Miguel Arcanjo Prado é jornalista e belo-horizontino.
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 9:16 PM
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 Quarta-feira, Abril 02, 2008
Coluna do Miguel Arcanjo nº 142
Foto: Diego Pisante/Clix
ODILON
Por Miguel Arcanjo Prado*
Nos últimos dias, estive mergulhado no Festival de Curitiba, o maior evento teatral do país. Só pra se ter uma idéia do que isso significa, basta contar que são 283 peças em 11 dias. Mas não é sobre Curitiba que eu quero falar aqui, até porque já trabalhei bastante nos últimos dias fazendo isso. Quero falar é de um amigo que vi pelas bandas de lá: o ator Odilon Esteves, que integrou a peça "Aqueles Dois", na minha opinião, a melhor do festival.
Ao rever Odilon, tão magrinho, por conta da personagem que interpretou na minissérie "Queridos Amigos", a travesti Cíntia, lembrei-me de um dia em que o encontrei no campus da Universidade Federal de Minas Gerais, onde estudei jornalismo e ele, artes cênicas.
Naquele dia, Odilon estava cabisbaixo. Eu caminhava perto da Escola de Belas Artes rumo à praça de Serviços quando ele passou de carro e buzinou ao me ver. Ofereceu carona. Entrei. Odilon estava diferente do costume, sem aquele olhar pra cima de quando nos encontrávamos no xerox da Faculdade de Letras.
Momentos antes, Odilon havia descoberto que, por descuido, tinha deixado o e-mail aberto na sala de computadores da faculdade e que alguém havia entrado em sua caixa postal e mudado sua senha. Assim mesmo, por pura maldade.
Entristeci-me com o relato, e, como o Odilon, me recusava a crer que um colega pudesse ser tão mesquinho e cruel. Mas era isso mesmo o que tinha acontecido. Lembro-me que tentei consolá-lo de alguma forma. E ele só conseguia dizer: Miguel, perdi tudo. Seus olhos tinham um vazio triste, como poucas vezes vi Odilon me olhar.
Não sei por que, ao me deparar com Odilon em Curitiba, lembrei-me daquele dia. Agora, ele é um ator que começa a despontar nacionalmente, e até contracenou com Fernanda Montenegro, orgulho dos mineiros. Como outros jornalistas presentes no festival, o entrevistei, como manda o figurino.
Depois de vê-lo atuar brilhantemente em "Aqueles Dois", baseado no conto homônimo de Caio Fernando Abreu, dei um descanso breve para o jornalista e me deixei abraçar meu amigo, que estava exausto e feliz após aquela apresentação de dar nó na garganta. Naquele momento, nosso abraço foi igual ao daquele dia no campus, quando nos despedimos. Olhei nos olhos do Odilon e, sem muitas palavras, disse essas coisas que não precisam ser ditas.
*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e considera Odilon Esteves o melhor ator de sua geração.
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 4:04 PM
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 Quarta-feira, Janeiro 30, 2008
Coluna do Miguel Arcanjo nº138
Vai começar a guerra!
Por Miguel Arcanjo Prado*
Elas já estão aflitas. Muitas delas mal conseguem pregar os olhos, tamanha ansiedade. Algumas não comem direito há meses e malham sem parar. Há até as que só se alimentam de claras de ovos e contam isso para Deus e o mundo, como se fosse um troféu. O sacrifício alardeado tem um só motivo: ser a mais comentada do Carnaval.
Para estar nas páginas das revistas e nas telas dos programas televisivos de gosto duvidoso vale tudo: até cirurgia plástica em nome do enredo da escola para causar frisson durante a passagem na avenida. Algumas, de tão afoitas, desfilam em duas cidades, Rio e São Paulo, além, é claro, de dar um pulo em algum camarote badalado da Bahia, onde o típico soteropolitano não passa nem perto. Assim, têm mais chance de aparecer. Afinal, a disputa é grande. É preciso ir sem comedimento para a frente de batalha.
Para as atuais ditas musas do carnaval, o que menos importa é o samba no pé. O que vale mesmo é alardear aos quatro ventos cada passo de seu mau samba dado. Há até as que se compenetram nas aulas, para aprender o que Deus não deu. Foram-se os tempos da mulata sestrosa, que quando sambava todo mundo batia palma. Estamos na era de falsas baianas que fazem espocar flashes viciados. Elas gritam, tatuam, suam, se machucam e sorriem para os flagras. Tudo no afã de pura e simplesmente aparecer. Gente vazia, gente besta.
*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e vai cobrir o carnaval de São Paulo e, depois, pular anonimamente nos blocos que desfilam pelas ruas do Rio.
CURTO-CIRCUITO
ZÉ, UM MINEIRO
O vice-presidente José Alencar vem dando exemplo na forma como enfrenta o câncer. Desde o começo, falou a verdade e sempre esteve disposto, como homem público que é, a falar com a imprensa sobre o assunto. Sempre bem humorado e com uma fé inabalável, ele mostra que é, de fato, um bom mineiro.
É SÓ O QUE ELA QUER
A ex-reitora da UFMG, Ana Lúcia Gazzola, se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) com um só sonho: sair candidata a prefeita de Belo Horizonte.
O GALÃ E O PÓ
A nota da Globo que dizia que o ator Fábio Assunção comentava "com bom humor" os recentes "boatos" sobre seu envolvimento com um suposto traficante mais parecia uma piada. O pior é que a Polícia Federal confirmou o que eles chamaram de "boato". Segundo a PF, Fábio estava, sim, na companhia de um homem que portava 30 g de cocaína, em um flat de São Paulo. Estranho o bom humor numa situação dessas, não?
CONDESSA DE SAMPA
A atriz Adriana Alves, que além de viver a Condessa na novela Duas Caras é a nova namorada de Olivier Anquier, será madrinha do Camarote do Bar Brahma, um dos mais disputados do carnaval paulista.
DE OLHOS BEM PUXADOS
A modelo (?) carioca Ângela Bismarchi resolveu mergulhar fundo no enredo da Porto da Pedra, que homenageia o centenário da imigração japonesa no Brasil. Nessa segunda (28), ela se submeteu a uma cirurgia para orientalizar os olhos. Isso mesmo, ficou com olhinhos de japonesa. Para não estragar a surpresa no sambódromo, no próximo domingo, a loira tem circulado no Rio de óculos escuros. Em tempo: essa é a 42ª plástica que ela faz.
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 10:55 AM
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 Terça-feira, Janeiro 15, 2008
Coluna do Miguel Arcanjo nº136
Voltemos à Mangueira
Por Miguel Arcanjo Prado*
Se o cenário da Mangueira é uma beleza que a natureza criou, nos últimos dias esteve sem graça e sem glória. Tudo por conta da escancarada proximidade dos bandidos com o samba, simbolizada pela fortaleza erguida no morro carioca pelo tráfico. Enquanto o samba-enredo composto pelo chefe do tráfico anima a quadra, o pó e o fumo correm solto. Pressionada, a presidente da escola, Eli Gonçalves, a Chiniha – que, é bom lembrar, assumiu o cargo após a saída vexatória de Percival Pires, após participar da festa de casamento de Fernandinho Beira-Mar –, foi a menos hipócrita até então: "Vi esses meninos (os traficantes) crescerem. Eles me chamam de tia", disse, tentando explicar a teia sociológica que só quem já viveu no morro entende. Tanto ela, quanto Ivo Meireles, ex-presidente da bateria, terão que explicar na delegacia se a escola e o tráfico andavam de mãos dadas.
Estava na quadra da Mangueira no dia da eleição do samba-enredo de 2008, naquele calorento sábado de 13 de outubro de 2007, ao lado de minha amiga, repórter das boas do jornal O Dia, Josie Jerônimo. Turistas, moradores do morro e da zona sul inteira se apertavam naquele pequeno espaço. Havia até gente graúda na tribuna de honra, como o cantor Milton Nascimento e o prefeito de Recife, João Paulo Lima e Silva, que injetou três milhões no carnaval da escola.
No meio da festa, uma coisa chamou minha atenção: enquanto outros compositores cantaram seus sambas de forma despretensiosa, quando chegou a vez de o samba composto por Francisco do Pagode – o traficante Tuchinha – e sua turma ser executado, a quadra se transformou numa empolgação só. Balões caíram do teto da escola e, do lado de fora, o foguetório lembrava o réveillon de Copacabana. E um pequeno detalhe: o prefeito de Recife sabia cantar a letra já no primeiro acorde do cavaquinho. Parecia uma eleição cubana.
O carnavalesco Milton Cunha, da São Clemente, disse que "arte é arte e tráfico é tráfico". Bom, pelo menos é o que deveria ser. Mas, como as páginas policiais revelaram nos últimos dias, cada vez os dois estão em uma perigosa simbiose. Pobre da Mangueira, pobre do Carnaval, pobres de nós.
*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e ainda tem o coração verde e rosa.
CURTO-CIRCUITO
CAI FORA, PAPA
Os estudantes da Universidade La Sapienza de Roma botaram o papa Bento 16 para correr. Devido a possíveis protestos, Sua Santidade resolveu cancelar a visita que faria à instituição nesta quinta-feira. Cerca de 67 professores já tinham assinado um manifesto onde afirmaram que Joseph Ratzinger não passa de um "obscurantista". Nos anos 90, o então cardeal teve a coragem de dizer que o processo da Igreja contra Galileu foi razoável e justo. A Inquisão apenas condenou o moço à prisão e fez com que abdicasse de suas idéias de que a terra girava em torno do sol.
CORRIDA AO ITAMARATY
Se você tem sonho de virar diplomata, fique esperto. Estão abertas até o dia 14 de fevereiros as inscrições para a temida prova do Instituto Rio Branco. São 105 vagas, das quais seis são para portadores de deficiência. Este ano traz a novidade da prova da segunda língua ser somente classificatória, e não mais eliminatória. Além do francês e do espanhol que já vigoravam, agora os candidatos podem optar também pelo alemão, árabe, mandarim, japonês ou russo. Para saber mais, clique aqui.
QUASE LÁ
O filme brasileiro O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, está entre os nove filmes finalistas de 63 produções inscritas que serão um dos cinco concorrentes ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, na cerimônia prevista para 24 de fevereiro. A lista final sai no dia 22. Agora, é cruzar os dedos.
REI DA AUDIÊNCIA
Na última segunda (14), a novela Duas Caras marcou 46 pontos de média, com 64% dos televisores ligados sintonizados na Globo. Esse é o record da trama de Aguinaldo Silva, que fez 40 pontos na sua estréia. Coincidência ou não, Tony Ramos participou do capítulo de segunda, interpretando ele mesmo, na inauguração do restaurante de Bernardinho (Thiago Mendonça).
SESSÃO DA TARDE
Marilice Consenza, a Socorro, de Duas Caras, e Rosy Campos, dona de um vozeirão de fazer tremer tudo, estréiam o espetáculo A Sessão da Tarde ou Você Não Soube me Amar, nesta quarta (16), no Teatro Folha, em São Paulo. A peça será encenada toda quarta e quinta, às 21h. No elenco, está ainda o ótimo Luiz Araújo, que faz o Ricardo, no musical Tieta do Agreste, também na capital paulista. Imperdível.
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 9:10 PM
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 Terça-feira, Janeiro 08, 2008
Caro leitor,
Desde minha mudança de Belo Horizonte para São Paulo, há quase um ano,
ando em falta com você. Mas o ano novo traz vigor e velhas novidades:
a coluna volta a chegar até você, semanalmente, toda terça-feira. E o
melhor: o Curto-Circuito está de volta, com notas sobre política,
cidade, cultura e gente, do jeito que tudo começou, há quase cinco
anos (nem parece isso tudo!). Espero que goste.
Boa leitura e um forte abraço!
Miguel Arcanjo Prado
Coluna do Miguel Arcanjo nº135
O ensaio técnico da Mangueira
Por Miguel Arcanjo Prado*
O horário marcado é 21h e a primeira sexta-feira de 2008 está tão
quente quanto o verão carioca. Uma hora antes, as arquibancadas da
Marquês de Sapucaí começam a se encher de 20 mil pessoas que vêm de
tudo quanto é canto do Rio de Janeiro. Em sua maioria, rostos negros
que traduzem a felicidade de ver a Mangueira na avenida, mesmo que
seja apenas o primeiro ensaio técnico do ano. A platéia que se forma
para acompanhar de graça os integrantes cruzarem a avenida sem
fantasias é bem diferente daquela que pode pagar os preços caríssimos
do dia do desfile oficial.
Mas se a platéia é por um lado popular, de outro representa o que é há
de mais moderno nesse mundo digital: quase todos estão munidos de
suas câmeras e celulares, à espera da passagem da rainha de bateria
Gracyanne Barbosa, assim mesmo, com y e dois n, como ela explica,
boazinha. Ou boazuda? Bom, o que interessa é que a namorada de belo
faz bonito no mundo do samba: tem bunda, perna e rebolado de sobra.
Assombrados, alguns integrantes da imprensa cochicham: será que ela
tomou anabolizante? Isso não interessa, o que interessa é que todos
babam por ela. Um dos integrantes da bateria nota dez cochicha com o
colega de tamborim: "Ela é melhor que a Preta", referindo-se à
filha-do-ministro-cantora-atriz-e-ex-rainha-da-bateria-da-Mangueira-graças-a-Deus.
Todos não querem mais saber da dança preguiçosa de Preta diante do
samba de Gracy. E ela tem pique! Tanto que os fotógrafos profissionais
e amadores não querem nem saber de gente como Alcione ou Carlinhos de
Jesus, também presentes. Os flashes são todos para ela.
Enquanto a rainha de bateria faz seu trabalho, o carnavalesco Max
Lopes ensina a platéia a levantar os braços no trecho do samba-enredo
que repete: "É frevo! É frevo! É frevo!". Todos aprendem rapidinho,
mostrando que a coregorafia vai pegar no carnaval, para êxtase
completo do carnavalesco. E não é só a arquibancada que responde a
seus apelos. Os repórteres, produtores de tv e até alguns fotógrafos e
cinegrafistas também fazem questão de levantar seus bracinhos, numa
mistura típica do Rio. Por pouco mais de uma hora, com toda aquela
gente cantando uníssona, é como se o carnaval fosse como em seus
áureos tempos, com o povo do morro dançando feliz na avenida e na
arquibancada. Todos com o enredo na ponta da língua e o samba na ponta
do pé.
*Miguel Arcanjo Prado é jornalista de coração verde e rosa.
CURTO-CIRCUITO
FOLGA NO BOLSO DOS VELHINHOS
O governo federal parece ter sentido um mínimo de piedade dos
velhinhos que caem na lorota dos empréstimos com desconto na folha de
pagamento da aposentadoria. A partir de quarta (9), o endividamento
dos aposentados não poderá ultrapassar 20% do valor recebido por
estes, contra os 30% permitidos até então. Já o prazo para pagamento
da dívida sobe de 36 para 60 meses. Infelizmente, as novas regras não
beneficiam que já se endividou.
GRANA PARA A FOLIA
A Prefeitura de Belo Horizonte vai antecipar o pagamento do salário
dos 40 mil servidores municipais em fevereiro. Todos recebem no dia
1º, na sexta-feira que antecede o feriadão do Carnaval.
SHOW DE INVASÃO
Nota dez para Aguinaldo Silva e a equipe que atuou, dirigiu e produziu
as cenas da invasão da favela da Portelinha, em Duas Caras. Paola
Crosara (Rebeca), Marília Pêra (Gioconda) e Ricardo Blat (Pastor
Lisboa) deram show na cena mais emocionante do capítulo da última
sexta-feira, na qual Rebeca foi morta. A interpretação dos três foi de
arrepiar.
PRÊMIO SEM GLAMOUR
Nada de estrelas desfilando em tapetes vermelhos ou números artísticos
para as câmeras ligadas ao vivo. Devido ao possível boicote dos
atores, parceiros dos roteiristas hollywoodianos em greve, a festa de
entrega do Globo de Ouro, que seria realizada no próximo domingo, foi
cancelada. Os vencedores serão anunciados numa cerimônia simplesinha,
sem nenhum glamour. Já as festas fechadas dos estúdios, logo depois,
serão mantidas. Afinal, ninguém é de ferro, né?
PEÇA DO FUSKO
O ator e médico André Fusko estréia no próximo dia 18 sua peça
Simceramante ou a A Trágica História de um Dono da Verdade. A montagem
fica em cartaz no Espaço Vitrine, do Teatro Imprensa, em São Paulo.
Além de escrever e atuar, Fusko também dirige o espetáculo. Em tempo:
ele e a mulher, Amanda Acosta, que faz assistência de direção da
montagem, chegam nesta semana das merecidas férias na Indonésia.
NARIZ EM PÉ
A Fernanda Paes Leme, a Teresa da novela Desejo Proibido, precisa
baixar a bola. Dia desses, ao ver um grupo de jornalistas se
aproximar, no Rio de Janeiro, ela disparou: "Ih, soltaram a jaula!".
Pode?
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 8:10 PM
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 Segunda-feira, Janeiro 07, 2008
Leia a Coluna do Miguel Arcanjo e o Curto-Circuito no www.miguelarcanjo.weblogger.net
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 9:22 PM
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 Segunda-feira, Julho 23, 2007
Leia o que Miguel Arcanjo Prado anda escrevendo em www.miguelarcanjo.weblogger.com.br!
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 11:51 AM
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 Segunda-feira, Maio 07, 2007
Leia o que Miguel Arcanjo Prado escreve aqui.
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 3:29 PM
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 Domingo, Março 25, 2007
Leia o que Miguel Arcanjo Prado anda escrevendo aqui!
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 2:10 PM
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 Domingo, Fevereiro 11, 2007
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 5:02 PM
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 Sábado, Fevereiro 03, 2007
Agora, é São Paulo.
Sorte.
Sucesso.
Fé.
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 7:16 PM
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 Domingo, Dezembro 24, 2006
COLUNA DO MIGUEL ARCANJO Nº119
DEZEMBRO
Miguel Arcanjo Prado*
Dezembro chega e passa. Vou junto. Traz consigo retratos de fim e de recomeço. Jornalista me faço junto com o grau que ganho na sala do diretor Pinto Furtado ¿ ausente. Sem pompas. Como a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG sempre foi. Na simplicidade que conduzi a vida. Apenas o amigo-irmão Rafael Brischiliari ao lado, companheiro de toda uma vida de campus, até no momento de diploma antecipado. Zirlene, também amiga, fotografa. Olhos marejados, Rafa e eu almoçamos no bandejão, com um silêncio de última vez. Ele a caminho da Espanha, eu, de São Paulo. Abraço na praça universitária sob o sol de verão. Choro que se solta cheio de significado. Calo-me. Diante do ciclo que se fecha, não há o que dizer ou o que lamentar. Apenas respeito.
Dezembro tem festa. Para começar, o aniversário. Dessa vez, corrido, por conta de uma monografia que precisava ser terminada e de trabalho que não podia ser negado. A defesa foi um sucesso lisonjeiro. Cazuza me ocupou a mente, o coração e os dedos, diante da tela desnuda do computador. Tudo sob olhares atentos de Rachel Barreto, orientadora das boas. Cazuzado entrei na universidade, com lenço na cabeça e calça rasgada. Cazuzado saio, certo de que a vida é louca e breve.
Dezembro tem surpresa. Se o ano se acaba, minha vida recomeça. Fica a certeza de que ela segue seu curso inenarrável e que a simplicidade é, cada vez mais, tão necessária. E o amor continua cheio de dor e de cor. Sem a intenção da rima pobre. Quem se importa? Acho que apenas permaneço tranqüilo por querer. E que venha a vida nova.
*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e, ultimamente, vive uma euforia misturada com melancolia.
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 4:20 PM
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 Segunda-feira, Outubro 23, 2006
Leia a Coluna do Miguel Arcanjo aqui.
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 6:28 PM
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 Domingo, Setembro 17, 2006
Banda Aldan lança disco ¿Pra se ter uma idéia¿
no Centro Cultural UFMG
O rock jovem da banda Aldan foi registrado no disco demo ¿Pra se ter uma idéia¿, que será lançado em 7 de outubro, sábado, no Centro Cultural UFMG, em Belo Horizonte. No CD, Raphael Vieira (voz e gaita), Bruno Carlos (bateria), Davi Brêtas (guitarra) e Léo Dias (baixo) interpretam seis canções próprias. O trabalho traz ainda uma faixa interativa com fotos, vídeos e duas canções bônus ¿ uma gravação ao vivo de ¿Meu pé esquerdo¿ e um registro caseiro/acústico de ¿Abstração¿. O show tem a participação do mais novo integrante do grupo, Marcus Vinícius (violão, guitarra e vocais).
Gravado no primeiro semestre de 2006, no estúdio Porão, na capital mineira, o disco traz as faixas ¿Plano B¿, ¿Barcos na imensidão¿, ¿Essa tal paz¿, ¿Futuro no Ar¿, ¿Outono das máscaras¿ e ¿O bêbado e a flor¿. As músicas da Aldan trazem referências que vão do rock à Música Popular Brasileira (MPB), passando pelo samba e pelo Clube da Esquina. As letras falam, com inteligência e sensibilidade, de amor, de planos, de ideais, de verdades e de respostas.
O show será no sábado, 7 de outubro, a partir das 19h30, no Centro Cultural UFMG (Avenida Santos Dumont, 174, centro, BH). A entrada custa R$5 e dá direito a um CD da banda. O preço é único, válido para todas as categorias. A abertura da noite ficará por conta do duo de violões Lusco Fusco, formado pelos músicos Luiz Gabriel Lopes e Emerson Fonseca, que vão apresentar composições próprias e releituras da MPB e da música internacional.
Sobre a Aldan
A Aldan existe há quase dois anos. O nome é uma palavra criada por eles, derivada de uma expressão celta que quer dizer "puro de coração". Desde o começo, eles resolveram investir em produção própria. A feitura das canções é feita de forma coletiva, com a participação de todos os integrantes na criação de letras, das melodias e dos arranjos.
Sobre as composições transitarem por lugares distintos, o vocalista Raphael Vieira explica: ¿Nesses vários estilos, a gente tenta passar uma coisa legal; às vezes, são somente ¿viagens¿; às vezes, tem um lance meio filosófico, confissão de sentimentos... A gente compartilha nossas dores e alegrias e o que pensamos sobre as coisas¿, conclui.
Histórico
O primeiro show do grupo foi em uma calourada da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). Depois desse empurrão inicial, a Aldan já se apresentou em espaços consagrados do rock belo-horizontino, como na casa de shows Matriz e no bar Pau & Pedra. Em dezembro do ano passado, a banda fez show no Centro Cultural UFMG. No começo deste semestre, a Aldan participou da Calourada Unificada da PUC São Gabriel e da UNA.
O grupo já ensaiou em vários lugares, como na casa do vocalista Raphael, em Contagem, na casa do violonista Marcus Vinícius, em Santa Tereza, BH, e em vários estúdios da capital. Atualmente, os músicos estão empenhados na construção de um estúdio próprio, no bairro Novo Progresso, em Contagem. A banda tem surpresas no palco, como o som de uma gaita que surge de repente e até um megafone, usado sem nenhum pudor.
Integrantes:
Raphael Vieira ¿ vocal e gaita
Raphael é um compositor nato. Aos 23 anos, ele divide seu tempo entre a banda, o trabalho e o curso de Ciências Biológicas da UFMG. Começou a cantar bem cedo, aos sete anos, no coral da igreja. Mas logo alçou vôos mais altos: ¿Aos 12, entrei para o Coral Lírico Infantil da Fundação Clóvis Salgado¿, onde ficou até os 14. Com a mudança de voz, abandonou momentaneamente a música, até descobrir novas possibilidades no rock. ¿Aos 15 anos, eu precisava mais de música do que água, ou comida¿, revela. Entrou para uma banda que não durou mais do que um mês. Mais tarde, vieram outros projetos e a Aldan foi a quinta banda a tê-lo como vocalista. ¿A Aldan era uma idéia de um projeto paralelo que acabou virando o oficial¿, revela o músico, que define o grupo como uma ¿combinação de idéias¿.
Nascido em Belo Horizonte, hoje, ele mora no bairro Novo Progresso, em Contagem (é vizinho do baterista, Bruno). Para Raphael, o primeiro disco é uma oportunidade de as pessoas fazerem uma idéia do que é o grupo, ¿como o próprio nome já diz¿. Ele espera que, a partir desse trabalho, a banda consiga se aproximar ainda mais do público: ¿Quando a gente faz uma música, não é pra ela ficar só no quarto da gente. Compartilhar é preciso. Fazer arte é se expor¿, diz, consciente.
Bruno Carlos ¿ bateria e vocais
Com um jeito mineiro que é só dele, Bruno Carlos, de 23 anos, sempre gostou de batucar. Ele diz não se lembrar do primeiro batuque, já que a música sempre fez parte da sua vida: ¿Tocava no sofá, além de transformar as panelas lá de casa em bateria¿. Bruno só foi ter contato com uma ¿bateria de verdade¿ aos 16 anos, ¿quando um colega da minha irmã montou uma banda e me chamou pra tocar com ele¿. E a primeira música não saiu da memória: ¿Era ¿Eu quero ver o oco¿, dos Raimundos. Eu me lembro que fiquei muito satisfeito por conseguir tocar direitinho¿.
Bruno foi um dos fundadores da Aldan, há dois anos, quando ele, Raphael e Léo resolveram abandonar uma banda de som mais pesado e formar um novo grupo. ¿Eu não gostava muito do som da outra banda, aí, convidamos o Davi, e mudamos de nome e de estilo¿. E qual é o estilo da banda? Ele responde a pergunta com outra: ¿A gente toca pop rock, não é mesmo?¿ Para ele, o lançamento do primeiro disco demo trará mais responsabilidades ao grupo. Bruno ainda se acostuma com esse novo caminho que apenas começa: ¿Um dia, minha prima disse que escutou a Aldan na Rádio UFMG Educativa. Apesar de ficar feliz, eu ainda acho estranho esse lance de tocar no rádio¿, confessa esse belo-horizontino. Além de bom baterista, Bruno é também ferroviário.
Davi Brêtas - guitarra
Davi Brêtas dedicou metade dos seus 20 anos à música. Começou cedo, aos dez, a tocar violão, no intervalo das aulas do Instituto de Educação. Belo-horizontino do bairro Santa Efigênia, ele conta que começou com suas próprias músicas, ¿por não conseguir tocar as dos outros direito¿. Fã de Paralamas, Skank, Barão Vermelho e dos clássicos Beatles e Rollings Stones, o guitarrista confunde sua entrada no grupo com o surgimento da Aldan. ¿Os meninos (Raphael, Léo e Bruno) estavam querendo montar um novo grupo, depois de desistirem de um outro projeto. Então eles me convidaram para tocar guitarra¿.
A produção foi imediata: ¿No dia seguinte ao meu aceite, o doido do Rapha me ligou para fazermos uma música juntos. Foi assim que nasceu ¿Abstração¿, que está na faixa multimídia do nosso disco demo, em uma versão bem caseira¿. Para ele, o CD ¿Pra se ter uma idéia¿, além de realização pessoal, é a possibilidade da banda dar uma resposta ao público. Ele conta que espera que a resposta venha também das pessoas que escutarem o disco: ¿que seja através de aplausos ou de vaias. Mas claro que eu prefiro o primeiro¿, brinca. Além de guitarrista, Davi cursa História na PUC Minas.
Léo Dias - baixo
Léo Dias tem 22 anos e toca baixo desde os 17. Ele diz que a influência foi do amigo Raphael, que teve a idéia de montar uma banda: ¿Primeiro, eu pensei em ser baterista, mas, com a chegada do Bruno, acabei optando pelo baixo¿, conta. Léo aprendeu a tocar o instrumento praticamente sozinho e só fez três meses de aula.
O baixista conta que a criação das músicas é feita de forma coletiva: ¿Além de fazer os arranjos para o baixo, sempre dou ¿pitaco¿ nos outros instrumentos também.¿ Ele resume o lançamento do primeiro disco demo como ¿a primeira oportunidade de a gente ser conhecido como uma banda de fato, uma forma de divulgar nossas idéias.¿ Morador do bairro Santa Efigênia, na capital, Léo é aluno do curso de Ciências Biológicas da PUC Minas.
Marcus Vinícius ¿ violão, guitarra, tamborim e vocais
Aos 20 anos, Marcus Vinícius divide o tempo entre a música e o curso de Comunicação Social na PUC Minas. Mas a música é coisa mais antiga na vida desse belo-horizontino, nascido e criado no tradicional bairro de Santa Tereza. ¿Comecei a tocar violão aos dez anos, junto com o Davi, quando ainda estudávamos no Instituto de Educação¿. De lá pra cá, muita coisa aconteceu e ele nunca parou com uma de suas vocações: compor.
A entrada para Aldan só foi concretizada no começo do segundo semestre deste ano, foi aos poucos: ¿Eles começaram a tocar em shows uma música minha e do Davi, ¿Luz vermelha¿, aí, eu fui invadindo aos poucos¿, brinca. E com a entrada de Marcus, a Aldan ganhou um novo letrista. ¿Raphael e eu temos estilos bem diferentes e ainda não compomos nada juntos, quem sabe em breve?¿, espera o compositor que gosta de misturar humor e tragédia em suas canções.
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 9:27 PM
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 Quarta-feira, Setembro 13, 2006
Caríssimo leitor,
Sei que estou em falta. Perdoe-me. Formar é preciso e tenho uma monografia nas mãos. Dessa forma, o CURTO-CIRCUITO sai temporariamente de cena e a COLUNA DO MIGUEL ARCANJO passa a ser mensal, em caráter experimental, até o fim deste ano.
Muito obrigado a você pelo carinho e a atenção de sempre.
Com o meu abraço afetuoso,
Miguel Arcanjo Prado
COLUNA DO MIGUEL ARCANJO Nº117
ECOS DA CIDADE
Miguel Arcanjo Prado*
Eles entraram no palco um a um. A luz foi surgindo aos poucos, junto com o som, que se fez. A banda belo-horizontina Cinco Rios esteve presente no palco, em um show coerente e cativante, que inundou o Teatro Marília, na capital mineira, no último dia 22 de agosto. Quem disse que o mês era de azar? A sorte transbordou naquele tablado de tantas histórias enquanto a noite caía na avenida e as canções do disco ¿Ecos da cidade¿ invadiam o lugar.
A timidez original da banda foi realmente posta de lado, mas o jeito ¿bom rapaz¿ foi conservado. Que bom. A interpretação, não só do vocalista Maurício Silva Jr., mas de todos os integrantes, se fez potente e magnetizou quem via. Luz perfeita. Som idem - tirando um chiado que durou pouquíssimos minutos - ; não há mal que se possa dizer. O baixista André Silva estava mais que saliente, com uma ¿pegada¿ de arrepiar qualquer amante do rock. O guitarrista Tiago Capute ficou mais na dele, mas corretíssimo nos solos (teve um que se prolongou até não poder mais, para satisfação de quem ouvia). O outro guitarrista, João Eduardo, apesar de não respeitar a marcação da luz e às vezes insistir em ficar no escuro, irradiava luminosidade. E fez bonito quando chegou sua vez de cantar. Interpretou com gosto uma canção, que, por pouco, não virou manifesto do coração. Ao fundo, o baterista Fabrício Galvani tinha na cara e na batida a felicidade de estar no palco.
Pra quem perdeu, tão bom quanto ver o grupo Cinco Rios no show é ouvir o disco. Em casa. Quieto. Como um bom mineiro faz. E várias vezes. Não no mesmo dia. Vá ouvindo aos poucos. Deixe as músicas desses meninos conquistar espaço. Ela vai chegando de mansinho até invadir. O que num primeiro momento pode soar melancólico ou monótono, com o tempo se torna fundamental. E depois de ouvir um bocado (falo mineiramente outra vez), o disco não vai mais querer sair do som. Como aconteceu comigo.
PS. Ah! A marca da água que os músicos bebiam no show era ¿Viva!¿. Melhor, impossível.
* Miguel Arcanjo Prado é estudante de Comunicação Social da UFMG e ama essa tal confluência de estilos e talentos chamada Cinco Rios.
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 Terça-feira, Agosto 15, 2006
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posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 12:50 PM
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CURTO-CIRCUITO
Miguel Arcanjo Prado*
CRISTOVAM NO JN
O ex-ministro da Educação parecia uma velha beata a repetir a mesma reza. Nem da guerra civil, que ele tanto afirma existir no país, Cristovam Buarque falou, em entrevista ao Jornal Nacional, na semana passada. Poderia ter tido seu momento ¿Mãe Diná¿.
LULA NO JN
O candidato à reeleição estava tão nervoso que afirmou que a única coisa que cai no Brasil é o salário. Lula bem que tentou corrigir a frase equivocada, mas era tarde demais. Além disso, mentiu piamente ao afirmar ter demitido Dirceu e Palocci. Como é sabido, os dois pediram para sair, depois de verem seus nomes chafurdados na lama.
SEM XEROX ¿ A REPOSTA
A diretora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, professora Maria Cristina Lima de Castro (foto), garantiu ao CURTO-CIRCUITO que a sala de informática da unidade volta a funcionar nesta quarta-feira, 16. Segundo ela, foram contratados três estagiários, permitindo que os computadores permaneçam ligados nos três turnos, atendendo assim aos alunos do noturno. Por falar neles, a diretora informou também que negociou com o xerox do Diretório Acadêmico do ICB um novo horário de funcionamento, para atender, pelo menos em parte, os estudantes da noite. A partir também desta quarta, as copiadoras, que antes paravam de funcionar às 18h, ficam ligadas até às 19h30. Os velhos problemas haviam sido denunciados nas duas últimas edições desta coluna.
NARRATIVAS DO COTIDIANO
Esse é o nome da série de textos acadêmicos produzidos pelos pesquisadores do Departamento de Comunicação Social da UFMG que será lançada neste sábado, 19, às 17h, no 7º Salão do Livro de Minas Gerais. A tarde de autógrafos será no estande 6, da Autêntica Editora, na Serraria Souza Pinto, centro de BH. A coleção traz artigos de César Guimarães, Vera França, Paulo Bernardo Vaz e Beatriz Bretas, que contaram com ajuda de seus respectivos pupilos, alunos do curso.
ALDAN NA CALOURADA
Os meninos da banda Aldan tocam neste sábado, 19, na Calourada Unificada UNA ¿ PUC São Gabriel. O endereço é Rua José Cláudio Rezende, 80, no Buritis, região oeste de BH. O ingresso custa R$15 para estudantes ou quem doar um pacote de macarrão. Além do inteleligente e contagiante pop rock da Aldan, a festa conta com apresentação de outras bandas, como Black Sonora, além do músico estouradaço Edu Ribeiro. Os shows começam às 15h. Informações: 0800 30 3004.
CINCO RIOS NO MARÍLIA
Depois de arrasar no Teatro Odisséia, na Lapa, no Rio, no começo do mês, a banda mineira Cinco Rios lança o primeiro disco do grupo, ¿Ecos da cidade¿, na quarta-feira, 23, no Teatro Marília. Os músicos, que já estão juntos há cinco anos, apresentam canções como ¿Cinza¿ e ¿A volta¿, dentro daquele estilo introspectivo e melancólico que só a Cinco Rios sabe fazer. O show é imperdível. A apresentação começa às 20h30, mas os ingressos (gratuitos!) começam a ser distribuídos a partir das 19h. O endereço é Avenida Alfredo Balena, 586, na região hospitalar de BH.
*Miguel Arcanjo Prado é estudante de Comunicação Social da UFMG.
COLUNA DO MIGUEL ARCANJO Nº115
LIÇÃO DE UM SEQÜESTRO
Miguel Arcanjo Prado*
Por essa ousadia do crime organizado nem a própria TV Globo esperava. A maior emissora do país, detentora do mais eficiente e respeitado jornalismo televisivo brasileiro, até então sequer dizia o nome do Primeiro Comando da Capital, o PCC, em seus noticiários. Limitava-se a chamá-lo de facção criminosa ou quadrilha, não admitindo reconhecer seu caráter organizacional. No último sábado, a Globo não teve escolha e precisou ceder, obrigada pelo seqüestro do repórter Guilherme Portanova e do auxiliar técnico Alexandre Coelho Calado.
Os bandidos foram atrevidos ¿ como têm sido ¿ e capturaram os profissionais praticamente em frente à sede da TV Globo na capital paulista. Horas depois, Alexandre foi libertado e trazia consigo um DVD e uma mensagem dos criminosos: a emissora deveria exibir o material, caso contrário morreria o repórter. A mensagem era simples e direta. Dessa forma, a TV Globo se viu coagida a ter que exibir três minutos e meio de fala produzida pelo PCC, e deixar a quadrilha dar o recado a todo o Brasil, na noite do último sábado, interrompendo a comédia ¿Será que ele é?¿, exibida no Supercine. Encapuzados, os detentores do poder ¿ usurpado da sociedade civil ¿ deram seu recado e fizeram suas medíocres reivindicações. E todos assistimos calados.
Habitualmente, se diz que a escala do banditismo em nosso país chegou ao seu cume. Vemos, inertes, nos últimos meses, facínoras pararem a maior cidade brasileira. Ônibus queimam como fogos de São João. Civis e policiais morrem às centenas. Diante da guerra, não mais anunciada, mas, sim, em curso, todos fogem da culpa. Covardemente, os poderosos fazem uso político do sangue derramado e se escondem em seus castelos palacianos.
Reféns, não ficam somente as dondocas paulistanas, como disse certa vez o governador paulista, Cláudio Lembo. Ficamos todos, principalmente pobres e pretos que já perderam, há muito, a liberdade ¿ se é que um dia a tiveram. Vivem vida vigiada de perto pelo crime, em rincões bem próximos de nós, que não conhecem democracia e sequer viram algum lado benéfico do Estado. Imperdoavelmente, o orgulho ocupa o lugar da preocupação, no coração dos homens públicos, verdadeiros ratos escondidos em buracos, enquanto o gato está à solta.
O seqüestro do jornalista deixa uma clara lição. Não é mais possível ignorar o poder do crime no Brasil. Mesmo quando não se reconhece sua magnitude, ele é capaz de chegar bem próximo, cada vez mais.
*Miguel Arcanjo Prado é estudante de Comunicação da UFMG e, em poucos meses, jornalista, por paixão e ideal.
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 12:47 PM
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 Segunda-feira, Julho 24, 2006
Banda Aldan faz show no Pau & Pedra nesta quarta-feira, 26 de julho
O rock jovem da banda Aldan invade a casa de shows Pau & Pedra, nesta quarta-feira, 26 de julho de 2006. A apresentação começa às 20h30. O endereço é Avenida Getúlio Vargas, 489, Funcionários, região centro-sul de Belo Horizonte. Os ingressos custam R$4 (mulheres) e R$6 (homens).
No show, o quarteto formado por Raphael Vieira (voz), Bruno Carlos (bateria), Davi Brêtas (guitarra) e Léo Dias (baixo) vai interpretar canções próprias. Os meninos prometem lançamento do primeiro disco demo, "Pra se ter uma idéia", ainda neste ano. No CD, gravado no primeiro semestre, na capital mineira, estão músicas como "Essa tal paz", "Futuro no ar" e "O bêbado e a flor". A apresentação desta quarta-feira conta ainda com participação especial do músico Marcus Vinicius, criado no tradicional bairro de Santa Tereza, onde a banda ensaia.
As músicas da Aldan trazem referências que vão do rock à Música Popular Brasileira (MPB), passando pelo samba e pelo Clube da Esquina. As letras, em sua maioria compostas por Raphael Vieira, falam, com inteligência e sensibilidade, de amor, de ideais, de verdades e de respostas. Neste show, eles prometem surpreender numa versão ousada de "Para Lennon e McCartney", música de Márcio Borges, Lô Borges e Fernando Brant.
Sobre a Aldan
O vocalista Raphael Vieira, o baterista Bruno Carlos, o guitarrista Davi Brêtas e o baixista Léo Dias só querem saber de tocar o que gostam. E, daí, entenda-se o que eles criam. A Aldan, cujo nome é uma referência a uma expressão celta que quer dizer "puro de coração", existe há quase dois anos. Formada por amigos de infância, esses meninos não temem confessar que vão do hard rock à boa e velha MPB.
Depois de tocar músicas de outras bandas, no começo de estrada, a Aldan resolveu logo investir em produção própria. Raphael Vieira conta: "Sou uma espécie de coelho da banda, faço filhos a toda hora", confirma. Já ao grupo cabe musicar as idéias surgidas na cabeça do cantor, que também é estudante de Ciências Biológicas da UFMG. É Raphael quem define a Aldan como "uma banda em construção". Ele lembra que o primeiro show foi na Calourada da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg) e que o grupo já tocou em espaços consagrados do rock belo-horizontino, como na casa de shows Matriz. Em dezembro do ano passado, a banda se apresentou no Centro Cultural UFMG. No próximo semestre, a Aldan participa da Calourada da PUC São Gabriel.
Sobre as composições transitarem por lugares distintos, Raphael explica: "Isso vem da infância. Meu pai era muito eclético, escutava Chico Buarque, Beatles, caipira, Geraldo Vandré, forró, Raul Seixas, Pink Floyd... Cresci assim e acho que fui expandindo o gosto dele". E continua, falando sobre o recado da banda: "Nesses vários estilos, a gente tenta passar uma coisa legal, às vezes, eu viajo, tem um lance meio filosófico, confissão de sentimentos... Às vezes, a gente compartilha nossas dores e alegrias, e, é claro, sempre, o que a gente pensa sobre as coisas, mas o que a gente diz nem sempre é o que as pessoas vão entender". Em meio a toda essa gama de influências, a banda ainda tem surpresas no palco, como o som de uma gaita que surge de repente e até um megafone, usado sem nenhum pudor. E, claro, a participação afetiva do músico Marcus Vinicius, no violão, na guitarra, no tamborim e nos vocais.
Serviço:
Show da banda Adan
Estilo: Pop Rock
Quando: 26 de julho de 2006
Horário: 20h30
Onde: Bar Pau & Pedra
Endereço: Avenida Getúlio Vargas, 489, Funcionários, BH
Entrada: R$4 (mulher); R$6 (homem)
Informações Pau & Pedra: 3284-2397
posted by MIGUEL ARCANJO PRADO at 10:59 AM
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